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Família é acusada de manter mulher em trabalho análogo à escravidão

O Ministério Público do Trabalho está processando uma família acusada de manter uma mulher em condições análogas à escravidão por 50 anos, no litoral de São Paulo. As filhas da vítima achavam que a mãe, hoje com 89 anos, tinha morrido. 

Segundo informações do inquérito policial, a idosa foi contratada no início dos anos 70. Na época, ela tinha acabado de perder os documentos e a família prometeu ajudá-la. Contudo, por mais de meio século ela não foi paga pelos serviços, nunca teve os documentos refeitos e foi impedida de procurar os familiares. A denúncia foi feita em 2020, por uma vizinha que relatou ter presenciado momentos de agressões físicas e verbais contra a vítima. 

De acordo com Rodrigo Lestrade, procurador do Ministério Público do Trabalho, o caso se configura como “um trabalho escravo do século XXI”. “É praticado um assédio moral diário porque ela não conhece ninguém, ela não tem liberdade pra sair a não ser pra fazer as compras da casa […], ela acaba acreditando que a vida dela se resume aquilo, que é o destino dela e ela não tem direito algum”, afirma o procurador.  Rodrigo ainda explica que duas das acusadas do crime faleceram em 2021 e que a vítima está sob os cuidados de uma neta. VEJA A REPORTAGEM:

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