Família constrói casa com material reciclável com as próprias mãos em apenas 3 meses

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A internet e a globalização deram a muitas pessoas a oportunidade de conhecer diferentes realidades, facilitando o processo de expansão do círculo social e do nível de consciência urbana.

Se antes era extremamente complexo saber novas informações sobre o meio ambiente do seu país, nas diferentes regiões, de maneira rápida, hoje com poucos cliques o assunto está mais que resolvido.

É possível acessar mapas, imagens de satélites e fazer contato com grupos isolados. Foi assim que uma família em Cáceres, interior do Mato Grosso, decidiu construir a “Casa de cupim”, uma estrutura erguida na base da bioconstrução, feita com materiais recicláveis e de baixo impacto ambiental, como hiperadobe e garrafas de vidro.

Se você acha todas essas nomenclaturas estranhas demais, saiba que, no primeiro contato, todos se perguntam o que devem ser. A bioconstrução é uma forma de erguer estruturas preocupando-se com o impacto ambiental na região e em localidades distantes, buscando integrar as construções com a natureza, sem prejudicar a fauna e a flora locais.

Já hiperadobe é uma técnica dentro da bioconstrução, em que sacos são preenchidos com terra e passam por compactação manual, fazendo com que a estrutura se torne extremamente segura quando se estabiliza. Esse tipo de construção gera substancial economia de materiais, é mais rápido, além de deixar o clima interno da casa muito agradável.

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Assim o historiador e bioconstrutor Sandro Miguel da Silva Paula teve a ideia, junto com seu filho Diego Miguel Carioca de Paula, de mudar a forma que levavam a vida. Eles contam, segundo reportagem do G1, que sentiam vontade de mudar o mundo, de reduzir os impactos ambientais e ajudar na manutenção e na conservação do meio ambiente, mas para isso tinham que começar por si mesmos.

Foi quando tiveram contato com formas diferentes de erguer estruturas, de cuidar da terra, de criar um senso de comunidade, cuidar das pessoas e distribuir os recursos excedentes, princípios que se unem numa forma de vida chamada permacultura. Vendo potencialidade no termo cunhado na década de 1970, a família aprofundou-se no tema, aprendendo bioconstrução e como usar materiais que não afetem o meio ambiente.

Foram três meses até concluir o projeto, que conta com paredes de argila feitas à mão e pintadas com tinta ecológica, e vários outros detalhes que envolvem não apenas a potencial mão de obra, mas também o lado artístico de cada um. Mas essa realização pessoal tomou outra dimensão e a família decidiu criar o Núcleo Experimental de Permacultura e Bioconstrução do Pantanal (Nepbio).

Chamada de “Casa de cupim”, em homenagem a uma casa de cupim que ficava ali, eles passaram a abrir o local para oferecer aulas e oficinas sobre bioconstrução, empregando outras técnicas consideradas “limpas” para o meio ambiente, como o círculo de bananeira para o reuso das “águas cinza”, água proveniente do banho, da pia do banheiro, da cozinha e da lavagem de roupas.

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Antes essa água era toda direcionada para uma fossa, mas hoje é levada a uma vala preenchida com troncos, palha e alguns galhos. Em volta, algumas mudas de bananeira são plantadas, fazendo com que o clima no local reduza de maneira drástica.

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