Existem 7 tipos de cocô. Saiba o que eles dizem sobre a saúde

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Falar de cocô ainda é um tabu. Mas observar as fezes toda vez que se vai ao banheiro ajuda a saber como anda a saúde intestinal. Não é à toa que profissionais de saúde criaram há tempos uma escala chamada Bristol Stool Chart, que associa o formato das fezes a possíveis problemas.

Além do formato e da consistência, é fundamental ficar atento à cor. A tonalidade amarelada, por exemplo, pode sinalizar uma dificuldade no processamento de gorduras ou distúrbios no pâncreas. Já fezes esbranquiçadas apontam para possíveis alterações no fígado.

Paulo Saldiva, professor de patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explica que obstruções na vesícula também deixam o cocô mais claro. A cor preta, por sua vez, acende o alerta para doenças e alterações intestinais — é característico da presença de sangue no tubo digestivo. “Nessa situação, as fezes tendem a apresentar cheiro acentuado”, diz Lucia Camara, da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

Já se há sangue vivo nas fezes — se ele está avermelhado —, os médicos levantam a suspeita de lesões ou pólipos em partes do intestino, doenças autoimunes, colite, hemorroida e até câncer. Também é necessário observar a presença de muco no cocô. O tom esverdeado provocado por esse fluido acusa infecções por vírus.

Qual a frequência ideal de evacuação?

“O ideal é realizar mais de três evacuações na semana”, afirma Lucia. Quando o indivíduo fica com a barriga inchada ou passa mais de dois dias sem ir ao banheiro, é bom ficar atento. Às vezes, hidratação adequada e alimentação balanceada, com incremento de fibras, já melhora o quadro. Em outras situações, uma consulta com profissionais de saúde será necessária.

Já fazer cocô mais uma vez ao dia não é motivo de preocupação por si só. Basta reparar se há um quadro constante de diarreia — isso pode indicar enfermidades e gerar desidratação.

Saiba quais são os diferentes tipos de cocô, segundo o Bristol Stool Chart:

Tipo 1: são em formato granular, ou de pequenas bolas. Em geral, saem com muita dificuldade. Indica que a pessoa está desidratada e consumindo poucas fibras;

Tipo 2: alongado e granular. Também aponta intestino preso e pouca ingestão de água;

Tipo 3: como se fosse uma salsicha, mas com rachaduras. Ainda não é o formato ideal, mas indica que o indivíduo está saudável;

Tipo 4: o formato é similar ao do tipo 3, mas com uma textura mais suave. Ele mostra que o intestino está funcionando adequadamente;

Tipo 5: é mole, irregular e separado em pedaços. Não indica uma patologia, mas é necessário verificar se não está antecipando uma diarreia. É mais comum em pessoas que vão ao banheiro de duas a três vezes ao dia;

Tipo 6: as fezes ficam pastosas. Apontam o início de uma diarreia;

Tipo 7: a consistência é líquida. A microbiota intestinal não está funcionando de maneira adequada. É recomendado tomar bastante líquido para recuperar o organismo.

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