Esposa exigiu que marido matasse a amante ao descobrir traição; corpo da jovem foi queimado

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De acordo com a denúncia, a morte da jovem, em 1º de abril, foi premeditada pelo casal. Ao descobrir o casamento, a jovem se distanciou do suspeito. Entretanto, a esposa teria pedido a morte da vítima para que continuasse com ele. Eles teriam atraído Vitória sob o pretexto de um encontro amoroso, sem que a vítima soubesse da presença da esposa.

Ainda segundo a denúncia, os indiciados levaram Vitória a um local afastado, onde o homem teria efetuado um disparo com arma de fogo que atingiu a vítima na região da cabeça. Acreditando terem matado Vitória, eles deixaram o local, mas retornaram em seguida para se livrar do celular dela.

Conforme o MP, eles notaram que ela ainda estava viva, momento em que teriam decidido atear fogo na jovem. O órgão informa, ainda, que a morte da vítima ocorreu em razão dos ferimentos causados pelo disparo e pelo fogo, ficando o corpo carbonizado.

O desaparecimento de Vitória foi notificado por familiares e amigos à Polícia Civil, que iniciou a investigação. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), após o encerramento do inquérito policial, o casal foi indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver

Crime

Segundo a Polícia Civil, testemunhas relataram que Vitória havia descoberto recentemente o estado civil de seu namorado. Um dia antes da morte da jovem, ele insistiu para conversar com a vítima, dando a entender que não estava mais casado.

Amigas de Vitória reconheceram o veículo do suspeito, que ficava muito tempo parado em frente à residência da jovem, e fotografias dele. Além disso, reconheceram a esposa, suspeita de envolvimento no crime, que ameaçava a jovem. Segundo a decisão, testemunhas relataram que a mulher chegou a ligar para Vitória tentando confirmar a traição.

Após a investigação prévia e prisão do casal, os depoimentos de ambos divergiam, segundo o inquérito. O suspeito tentou, ainda, dizer que fez tudo sozinho. Apesar disso, as investigações apontam que os dois teriam cometido o crime juntos.

Entre os motivos apontados na decisão para a conversão da prisão em preventiva, a Justiça aponta a “conveniência da instrução criminal, uma vez que, diante de tamanha ousadia e completa ausência de princípios demonstrada pelos investigados, há forte tendência de que, estando em liberdade, possam concorrer para dificultar as investigações policiais, inclusive mediante coação às testemunhas”.

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