Espancamento, ossos quebrados e dopado: Miguel sofreu nas mãos da mãe e da madrasta

233949202108036109fdf5d43dc

A Polícia Civil investiga a morte de Miguel dos Santos Rodrigues, de 7 anos, que foi medicado e teve o corpo jogado do Rio Tramandaí, em Imbé, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, na última quinta-feira (29). Segundo a polícia, a mãe, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, confessou o crime. Ela e a companheira, Bruna Nathieli Porto da Rosa, estão presas.

O advogado de defesa das suspeitas disse que só irá se manifestar nos autos do processo.

De acordo com as investigações, o menino sofria intensa tortura física e psicológica. Ele era amarrado dentro de um guarda-roupa.

A polícia teve acesso a vídeos e prints de conversas em que a companheira conversa com a mãe da criança e com a própria irmã sobre a compra de uma corrente que seria para amarrar o menino.

Os bombeiros seguem as buscas pelo corpo do menino no mar.

O que se sabe sobre o caso

  1. Como e quando foi a morte
  2. O que diz a mãe
  3. Qual o envolvimento da companheira com o crime
  4. Como são feitas as buscas pelo corpo do menino
  5. Criança sofria tortura física e psicológica
  6. O que dizem as escolas e os conselhos tutelares
  7. Avó materna pediu guarda do menino

1. Como e quando foi a morte

Na madrugada da última quarta-feira (28), Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, de 26 anos, deu remédios ao filho Miguel e o colocou dentro de uma mala. Em depoimento à polícia, ela informou não ter certeza se a criança estava viva ou morta.

“Para fugir, com medo da polícia, saiu de casa, pegando ruas de dentro, não as avenidas principais, levou a criança dentro de uma mala na beira do rio, e jogou o corpo. Repito, ela não tem convicção de que o filho estava morto”, afirma o delegado do caso, Antonio Carlos Ractz. Júnior

Um dia depois, já na noite de quinta (29), ela foi até a delegacia registrar o desaparecimento do filho.

“Ao anoitecer de ontem [quinta], a mãe dessa criança, com a sua companheira, procurou a DPPA de Tramandaí, a fim de registrar uma ocorrência policial de desaparecimento de seu filho. Alegou que o filho havia desaparecido há dois dias e que ainda não havia procurado a polícia porque pesquisou no Google e viu que teria que aguardar 48h. E começou a apresentar uma série de contradições, o que levou desconfiança da BM e PC”, diz o delegado.

2. O que diz a mãe

Ao ser procurada pelo delegado responsável, Yasmin teria admitido o crime. “Ela tem um perfil de psicopata. Durante toda a minha carreira, eu não havia me deparado com alguém tão frio”, afirma Ractz.

3. Qual o envolvimento da companheira com o crime

Bruna Nathieli Porto da Rosa foi presa temporariamente no final da tarde de domingo (1º). A Polícia Civil já investigava o envolvimento dela desde o desaparecimento, na quarta (28), mas, após ter acesso aos telefones celulares de ambas as suspeitas, encontrou trocas de mensagens e vídeos nos quais ela ameaçava o menino. Ela nega.

Os indícios apontam maus-tratos e violência psicológica, segundo a Polícia Civil. Uma conversa por texto entre elas, obtida pela polícia, mostra diálogos sobre a compra de uma corrente, que seria usada para acorrentar o menino com o objetivo de evitar fugas.

De acordo com o delegado Antonio Carlos Ractz Júnior, a companheira passou por uma avaliação psiquiátrica, que apontou autismo leve. Porém, segundo o delegado, isto não impede a responsabilização dela.

“Ela será avaliada por peritos que concluirão se ela é imputável, semi-imputável ou inimputável. De qualquer forma, ela permanecerá presa enquanto não sair o resultado dessa perícia”, afirmou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.