Entenda o que tem incomodado Abel e afetado relação com o Palmeiras

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Desde a boa atuação na perda da Supercopa do Brasil para o Flamengo, o Palmeiras tem tido dificuldades para encontrar seu melhor futebol. Sem contratar grandes reforços, viu a pressão da torcida aumentar, culminando com a pichação dos muros da sede, em 17 de abril, depois da derrota no clássico para o São Paulo. Ao longo desse processo, o bom humor característico de Abel Ferreira parece estar desaparecendo, e o treinador começa a dar alguns sinais de desgaste na relação de trabalho com o Alviverde. A ‘paciência será colocada’ em jogo hoje (27), no confronto com o Indepediente Del Valle (EQU), às 21h30, no Allianz Parque, pela Copa Libertadores.

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Pessoas próximas ao português confirmam ao UOL Esporte que a relação tem se deteriorado, e há pontos de insatisfação do português com seu clube empregador. O primeiro deles é antigo, vem desde a novela pela contratação de Borré, e passa pela atuação do Palmeiras no mercado da bola. Embora entenda as explicações por trás da inatividade alviverde, o técnico esperava investimento um pouco maior, principalmente em posições que considerava estratégicas, como a chegada de um camisa 9.

O comandante palmeirense também não tem gostado da postura silenciosa da direção, e demonstra incômodo por ter que responder, repetidamente, questões sobre calendário e reforços. A falta de uma manifestação mais direta de apoio depois do protesto da torcida e das pichações também não caiu bem.

Depois da derrota para o Mirassol, no último domingo (25), Abel não participou da entrevista coletiva, que acabou ficando com o auxiliar João Martins. Segundo o Palmeiras, a decisão partiu da direção do clube, já que o seu comandante vinha dando entrevista quase que dia sim, dia não, com a maratona de jogos.

Há cerca de dois meses, Abel foi sondado pelo Al-Hilal, da Árabia Saudita, mas não quis nem abrir conversas — Rogério Micale acabou assumindo o posto de treinador do clube árabe. Para pessoas ligadas ao português, uma nova aproximação de clubes estrangeiros no contexto atual deve ser ouvida com mais atenção.

O Palmeiras, por sua vez, mantem o respaldo e considera a relação com Abel Ferreira normal. O Alviverde não vê sinais claros de insatisfação de seu treinador, e tampouco está infeliz com o trabalho realizado até agora na temporada.

As pessoas que comandam o futebol dizem que nunca tiveram nenhum tipo de discussão com o treinador além de planejamento de contratação, e que ele conversa com o diretor de futebol Anderson Barros ou com o presidente Mauricio Galiotte quase que diariamente.

A questão dos reforços é considerada resolvida pela conversa entre Abel e Galiotte, a caminho de Lima, Peru, na semana passada. No encontro, o dirigente abriu para o técnico as contas do clube, explicando de forma detalhada até onde o Alviverde pode ir com reforços e quais são os obstáculos. A reação do português é descrita como positiva.

Como é de praxe no futebol brasileiro, a paz sempre anda lado a lado com bons resultados dentro de campo, principalmente quando o assunto é a Copa Libertadores. No Allianz Parque, o Palmeiras tenta conseguir um bom resultado diante do Indepediente Del Valle, hoje (27), 21h30

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