Entenda o que é tireoidite de Hashimoto, doença que afeta a modelo Gigi Hadid

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Depois de ser questionada pelos fãs por sua magreza, a supermodelo americana Gigi Hadid, de 22 anos, voltou a falar no Twitter sobre sua condição que ataca a glândula da tireoide e está colaborando para essa alteração de peso.

Desde 2016 a celebridade já havia afirmado ter tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que provoca inflamação na glândula da tireoide , comprometendo sua função e gerando o hipotireoidismo, que pode causar aumento de peso, cansaço, pele ressecada e unhas quebradiças.

“Quando eu comecei (a trabalhar) aos 17 anos, eu ainda não tinha sido diagnosticada com a síndrome de Hashimoto . Aqueles que falavam que eu era ‘muito gorda para ser modelo’ estavam vendo na verdade (o resultado de) inflamação e retenção de líquido”, escreveu a modelo na rede social recentemente.

“Ao longo dos anos, eu fui medicada para reduzir os sintomas. Não apenas esses ( ganho de peso devido inflamação e retenção de líquido), mas também cansaço extremo, questões de metabolismo, capacidade de lidar com calor, etc”, afirmou ela, explicando o fato de ter perdido peso.

“Eu posso estar muito magra para você. E honestamente, essa magreza não é como eu gostaria de estar. Mas eu me sinto mais saudável internamente e continuo aprendendo com o meu corpo a cada dia”, desabafou Hadid.

Só nos Estados Unidos, a tireoidite de Hashimoto afeta 14 milhões de pessoas, mas os especialistas ainda não estão certos do que causa exatamente a doença.

A glândula da tireoide produz hormônios que regulam a taxa metabólica do corpo, controle muscular, coração e função digestiva. Quando ela é atacada pelo sistema imunológico a produção desses hormônios se torna insuficiente, levando ao ganho de peso, fraqueza muscular e um rosto inchado. Além disso, também pode causar sensibilidade ao frio, perda de cabelo, fadiga e inchaço na parte frontal da garganta.

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Diagnóstico

A doença, que geralmente é diagnosticada por meio de um exame de sangue, é o transtorno da tireoide mais comum, afetando principalmente as mulheres de meia-idade.

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A causa exata da doença ainda é desconhecida, mas os especialistas acreditam que as pessoas são mais propensas a desenvolvê-las se tiverem membros da família com doenças ou outras doenças autoimunes, como doença celíaca, diabetes tipo 1 e lúpus.

Sabendo que as mulheres são oito vezes mais propensas a desenvolver a condição do que os homens, conforme informa o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças do Rim, os especialistas acreditam que os hormônios sexuais podem desempenhar um fator significativo para o desenvolvimento da doença.

Apesar de não ter cura, a síndrome pode ser controlada com o uso de medicamentos. Se não for tratada, a condição pode levar a outros problemas de saúde.

Baixos níveis de hormônios tireoidianos permitem níveis de colesterol “ruim”, o que aumenta o risco de doença cardíaca. Além disso, bebês nascidos de mulheres com hipotireoidismo não tratado devido à doença de Hashimoto também apresentam maior risco de defeitos de nascimento do que os bebês nascidos de mães saudáveis.

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