Empresários se dizem mais otimistas após reunião com ministro Ricardo Salles

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Após uma reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, um grupo formado pelos maiores empresários do país se mostrou mais otimista. A reunião, promovida pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para debater sobre a política ambiental do Governo Federal, ocorreu nesta quarta-feira (21).

Inicialmente, os empresários se mostraram preocupados, sobretudo, com a imagem do Brasil no exterior. Uma imagem ruim, segundo o grupo, pode afetar diretamente os investimentos recebidos.

O ministro, no entanto, apontou que o governo está comprometido com a redução do desmatamento ilegal no país. Ele disse ainda que irá antecipar esse compromisso de redução já para o próximo ano.

Ricardo Salles também chegou a informar ao grupo de empresários que o governo do presidente Jair Bolsonaro irá ampliar o orçamento para as atividades de fiscalização. 

Segundo o ministro do Meio Ambiente, para que todas essas medidas de redução do desmatamento ilegal entrem em vigor, ele aguarda pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para que disponibilize a quantia de US$ 1 bilhão para custear as atividades de preservação da Amazônia.

Após a divulgação feita por Salles das iniciativas e compromissos do Governo Federal para combater o desmatamento ilegal, os empresários disseram estar satisfeitos com as iniciativas e otimistas com os próximos passos. O grupo disse ainda que o Governo Federal poderia contar com a ajuda da iniciativa privada para aumentar a fiscalização.

“O governo Bolsonaro, e notadamente o ministro Ricardo Salles, pegou a gestão de Marina Silva e Carlos Minc no Meio Ambiente. Ou seja, dá para entender o nível de gestão ambiental e desenvolvimento [que o Brasil se encontrava]”, declarou o analista político Carlos Dias, durante o Boletim da Noite.

“Esse diálogo interno [entre empresário e governo] é produtivo e deve ser divulgado, porque a grande mídia não dá relevância a essas ações, essas conversas internas com o setor empresarial e com os investidores internos do país”, ressaltou Dias. “Um diálogo como esse gera uma tranquilidade no mercado. A Bolsa reage bem internamente.”

“A Amazônia é uma riqueza que precisa muito bem ser administrada pelo país, e já está sendo na visão estratégica do presidente Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles”, apontou o analista político.

“E nós não podemos absolutamente deixar isso como uma pauta meramente preservacionista, no sentido de que ‘a Amazônia é intocável’. A Amazônia, na verdade, é o celeiro de uma riqueza, que podem trazer um grande conforto, não só para o país, mas também para o mundo”, finalizou Carlos Dias.

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