Empresária revela que tem o mesmo salário que funcionários. “Com lucro comprei carro novo para eles”

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A atual crise econômica e sanitária afetou o mundo todo. O desemprego cresce exponencialmente, e os trabalhadores pouco a pouco perdem seus direitos, vendo-se obrigados a aceitar qualquer vaga, mesmo que os explore, inclusive com salários abaixo do minimamente exigido.

Segundo reportagem do Nexo Jornal, a precarização do trabalho é um processo internacional, e são vários os indicadores sociais que mostram a centralidade da categoria “precariado”, como a terceirização ou o trabalho informal, salários baixos, rotatividade grande nas empresas e exposição ao risco social do trabalho.

O termo precariado foi ressignificado pelo economista britânico Guy Standing, em 2011, ao lançar a obra “O Precariado – A nova classe perigosa”, que afirma que, com a globalização, as pessoas se veem obrigadas a aceitar (e agradecer) uma vida de empregos sem nenhuma estabilidade, fazendo com que percam a identidade ocupacional.

A perda de direitos trabalhistas e o aumento no número de pessoas desempregadas fazem com que muitos aceitem as condições que as empresas impõem, porque sentem medo de não conseguir outra ocupação.

Mas a influenciadora e dona de uma linha de roupas Madeline Pendleton pensa totalmente diferente, e acredita que funcionários e patrões devam receber exatamente a mesma quantia. A jovem acredita que o lucro da empresa deva ser distribuído entre todos os que se esforçam para ver o crescimento da marca.

O ponto de vista foi compartilhado em seu perfil no TikTok, e ela contou que, como chefe, ganha cerca de R$ 30 mil por mês, assim como seus funcionários, sete deles trabalhando em tempo integral e quatro em meio período. Madeline explica que isso é o que os chefes andam fazendo em Los Angeles (EUA), e acredita que essa seja a melhor forma de lidar com o dinheiro.

Ela conta que, se tivesse mantido o salário de seus funcionários no valor mínimo exigido, de R$ 76,67 por hora, teria reduzido suas despesas drasticamente, fazendo com que pudesse receber mais de R$ 2,2 milhões.

Alguns usuários, incrédulos com as afirmações da jovem, disseram que ela até poderia fazer isso, mas que provavelmente estava guardando todo o lucro das vendas para si mesma, e que só isso justificaria sua atitude. Mas Madeline surpreendeu novamente todos, afirmando que os lucros são divididos entre todos.

Ela deu o exemplo de uma grande venda que tinham conseguido efetuar, todo o dinheiro do lucro foi usado para ajudar os funcionários a comprar veículos próprios ou apoiar aqueles que já os tinham a pagá-los.

Isso faz com que a empresa tenha lucros bem próximos de zero, já que ela os distribui durante o ano. Para ela, esse é o melhor e mais eficiente jeito de combater a desigualdade econômica, mostrando que os funcionários, que normalmente são os que mais trabalham, merecem receber tanto quanto um patrão.

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