Empregada revela que mãe de Henry dava remédio de ansiedade ao menino

750 empregada secretaria do lar henry remedio ansiedade menino 202141515573946

A empregada do casal Monique Medeiros e Dr. Jairinho, mãe e padrastro do menino Henry, morto em 8 de março, prestou um novo depoimento à polícia do Rio de Janeiro e revelou que a mãe dava remédios para ansiedade ao garoto pelo menos três vezes. As informações são do G1, que teve acesso ao novo depoimento.

Leila Rosângela de Souza explicou no novo depoimento que a mãe de Henry e Jairinho, que é vereador no Rio de Janeiro, faziam uso de muitos remédios, mas não soube explicar o motivo . A empregada ainda contou que Monique além de dar “remédio para ansiedade” três vezes ao dia para o menino, ela dava xarope de maracujá porque o menino “não dormia direito, passava muito tempo acordado”.

A empregada contou que Henry “chorava o tempo todo” e vomitava às vezes e confirmou o que a babá de Henry, Thayna de Oliveira, contou no seu depoimento: que no dia 12 de fevereiro o garoto esteve trancado no quarto com o padrasto, e saiu de lá mancando e com “cara de apavorado”.

Leila Rosângela estimou que Jairinho e Henry ficaram sozinhos no quarto por cerca de 10 minutos, mas que não ouviu nada porque estava na cozinha. A empregada também contou que viu a babá perguntando para Henry sobre ele estar mancando, logo após sair do quarto. O menino então teria respondido que havia caído da cama e machucado o joelho.

Carnaval

A emprega ainda contou que a mãe de Henry lhe disse numa ligação telefônica que quase voltou da viagem à Mangaratiba no Carnaval porque o menino “teve um surto com Jairinho” e que “foi a maior discussão”,  mas ela conseguiu acalmar a criança e, por isso, ficariam viajando até segunda-feira, 15, de fevereiro.

Leila Rosângela ainda contou que ligou para a patroa para saber quando deveria voltar ao trabalho, em, 14 de fevereiro, domingo de Carnaval e dois dias após a babá mandar mensagens quase que em tempo real avisando Monique que o menino levava rasteiras e chutes do padrasto.

A polícia questionou a empregada porque ela não deu essas informações, em seu primeiro depoimento e Leila disse que não falou, pois “não se recordava de tais acontecimentos”.

Leila Rosângela ainda negou que tenha sido orientada pelo ex-advogado do casal, André França Barreto, sobre o que dizer. Porém, a babá de Henry contou no seu depoimento que a empregada  tinha conhecimento das agressões contra o menino e que também foi levada ao escritório do advogado, no mesmo dia que ela, para ser orientada sobre o que falar em entrevistas e no depoimento à polícia.

Monique Medeiros e Jairinho foram presos temporariamente no dia 8 de abril.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.