“Elize Matsunaga é símbolo de luta contra relacionamento tóxico”, diz biógrafo

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Em 19 de maio de 2012, um crime bárbaro chocou o país: em um impulso de ódio, Elize Araújo Kitano Matsunaga matava com tiro de arma de fogo e, em seguida, esquartejava em seis partes o corpo do marido, o presidente da empresa Yoki Marcos Matsunaga. Na época, a ex-garota de programa foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão por uma das três agravantes do crime de homicídio que constavam na denúncia do Ministério Público: impossibilidade de defesa da vítima (tiro de curta distância). Além disso, ela também foi julgada por destruição e ocultação de cadáver.

Uma pergunta específica, no entanto, sempre rondou o caso de Elize Matsunaga, que ainda está presa na Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé (SP): o que levou uma mulher a matar, esquartejar e sumir com o corpo do marido? São esses e outros detalhes que o escritor Ullisses Campbell revela no livro Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido. A obra acompanha o passo a passo da história da paranaense até o assassinato do marido, um empresário rico que a tirou das garras da prostituição – recentemente, o tema também ganhou uma série documental na Netflix.

Provando que nem tudo é como parece ser, Campbell apresenta um lado oculto de Elize. Nascida no interior do Paraná, a jovem foi vítima de estupro e precisou recorrer a prostituição para se sustentar. Além das duas versões da loira – de vítima a assassina, o escritor também mostra um Marcos Matsunaga muito longe da posição de vítima da esposa: um homem viciado em garotas de programa, que usava seu dinheiro para controlar tudo e todos ao seu redor.

“Ela é muito querida pelos leitores, pela comunidade carcerária, ela sai da cadeia e é aplaudida. Ela virou o símbolo da mulher que quer se livrar de um relacionamento tóxico e violento. O livro não é uma biografia só da Elize, ele é uma biografia do Marcos Matsunaga. O Marcos era um homem violento, ele usava seu poder econômico para violentar mulheres. Ele maltratou a Elize, de tão ingênua, ela achava que vivia um conto de fadas. Ele sempre tratou ela como prostituta. Desde o dia que ele a conheceu, até o dia que ele levou aquele tiro na cabeça, ele a tratou como prostituta”, relata Campbell, 

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