Derrite: José Serra impediu PM de acionar sniper contra assassino de Eloá

Em entrevista ao Boletim da Manhã desta segunda-feira (29), o deputado capitão Derrite, ex-policial militar de São Paulo, fez revelações sobre o caso Eloá, o mais longo sequestro em cárcere privado já registrado pela polícia paulista, e que ganhou grande repercussão nacional e internacional.

Em 2008, a jovem Eloá, de 15 anos, foi morta pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, que invadiu seu apartamento e fez reféns a garota e outros três amigos dela.

Foram mais de cem horas de tensão. Lindemberg libertou todos os amigos, mas Nayara Rodrigues teve permissão para voltar ao cativeiro para tentar pedir ao sequestrador que libertasse Eloá. A polícia, que trabalhava nas negociações, foi criticada por ter permitido o retorno da garota.

Derrite trouxe informações sobre o caso que envolvem José Serra, que à época era governador de São Paulo.

De acordo com o deputado, o hoje senador José Serra estava determinando ao comandante de choque à época que não utilizasse o “tiro de comprometimento”, ou seja, o sniper.

“E eu tenho amizade com policiais que atuaram nessa ocorrência que hoje são majores, capitães, mais especificamente um major que era tenente nesse caso. E o sequestrador apareceu inúmeras vezes na janela com a arma em punho e ali poderia ter sido utilizado o disparo, o tiro de comprometimento. E não foi utilizado por quê? Por uma interferência política em uma ação técnica da polícia”, pontuou. “É um exemplo típico de uma vítima, uma menina que morreu graças à interferência política”, acrescentou Derrite.

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