dentro

Depois de matar mãe, filho esconde o corpo no banheiro e dá festa na casa

Assassinar a própria mãe e dar uma festa na casa enquanto o corpo estava no banheiro. Às vésperas do júri – segunda-feira, 11 de abril, às 13 horas – de Leonardo Schmitz Tasca, acusado de matar a própria mãe Albertina Tasca e depois esconder o corpo por quatro dias dentro de casa, a reportagem da NDTV teve acesso ao processo, depoimentos, inclusive com a confissão de Leonardo. O crime chocou Joinville ( SC).

Albertina tinha 61 anos quando foi morta entre a noite do dia 1º e a madrugada do dia 2 de janeiro de 2021, na casa onde morava, no bairro Iririú.Ela era conhecida pela vida ativa, praticante de esporte e querida por amigos. “Ela cuidada da casa, praticava esportes algumas vezes na semana. Ela cuidada da família”, disse a filha Juliana Schmitz.

Anexado ao processo há um laudo de sanidade mental de Leonardo, que atestou que ele tinha capacidade de entender o que estava fazendo.“Apenas um mata leão. Não agredi de mais nenhum jeito ela. Não era para matar. Foi um momento de raiva aí quando eu soltei vi que não tinha mais movimento”, confessou Leonardo.

Ainda no decorrer do processo, Leonardo relatou uma briga familiar. “Eu sempre tive muita briga e discussão com ela.. no começo meus pais achavam que era porque eu não conhecia minha mãe biológica, porque  eu sou filho adotivo, depois eu começava a sair de casa bebendo usando drogas com meus amigos e quando eu voltava para casa ela brigava e meu pai também. Esse acontecimento foi porque meu pai tinha descoberto que ela tinha traído ele. Eu já sabia dessa situação, aí nesse dia eu saí tinha usado droga e ainda misturei com um remédio”, disse Leonardo em depoimento.

Além do feminicídio, Leonardo também é acusado de furto qualificado. Fugiu levando o carro da mãe e dois aparelhos de TV.

Ele alegou ser usuário de drogas e estar alterado no momento que cometeu o crime. Leonardo confessou que era usuário de cocaína desde 2015 e também usava álcool.

Segundo a irmã Juliana Schmitz, em outras oportunidades Leonardo revelou comportamento agressivo contra a mãe.

“Se ele era cobrado demais ele se alterava na voz, gritava, saía batendo porta, chutava armário, geladeira, chegou a quebrar espelho no momento da raiva.” Uma vez a mãe viu que o filho tinha bebido e ficou com medo, pedindo ajuda à Juliana.

O crime que chocou a cidade

Albertina Tasca foi assassinada com um mata leão. O corpo foi escondido em um banheiro da casa por quatro dias, período em que o réu confesso Leonardo Tasca chegou a receber amigos para uma festa.

Uma das testemunhas confessou que houve uma festa na casa e consumiram bebidas. Leonardo responde por feminicídio, com recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo fútil, além de furto qualificado.A defesa de Leonardo foi ouvida pela reportagem.

“A confissão dele fica um pouco mais pesada para defesa, mas para ele (Leonardo) beneficia porque é uma circunstância que atenua a pena. Uma confissão diminua uma qualificadora. A idade – 20 anos – também quebra outra qualificadora”, disse o advogado de Leonardo Adilson Buzzi.

“Vamos explorar as provas que estão nos autos. Irei defender apenas os direitos de Leonardo previstos em Constituição. Jamais o ato de ter matado a mãe”, conclui Buzzi.

O que você acha?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.