Com apenas 19 Anos, Renan supera números de Gomez e Luan; veja

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Renan é tão jovem que, até terça-feira (28), ainda não tinha atuado diante de torcedores como profissional. A primeira vez do zagueiro de 19 anos certamente será inesquecível, ainda que tenha sido diante de uma torcida adversária. O empate do Palmeiras em 1 a 1 contra o Atlético-MG, afinal, valeu nada menos que a vaga na final da Copa Libertadores, contra o Flamengo, em 27 de novembro.

“[Jogar com público no estádio] foi uma experiência nova no profissional, e sem dúvida é uma atmosfera diferente”, disse Renan, promovido durante a pandemia, ao UOL. “O clima estava muito bom para jogar, e na hora em que a bola rola, você esquece um pouco do que está ao redor e foca na partida. Espero poder atuar logo com a torcida do Palmeiras”, completou.

Renan vive um excelente ano, seu primeiro como membro fixo do elenco profissional do Palmeiras. Seus números impressionam muito por superarem em alguns quesitos, por exemplo, os de Luan e Gustavo Gómez, capitão da seleção do Paraguai, apontado por muitos como o melhor zagueiro das Américas.

De acordo com o site Sofascore, na atual temporada, Renan é o jogador alviverde que mais desarmou adversários (71), interceptou passes (66), e disputou partidas em que o time não sofreu gols (16). É o segundo em ações defensivas totais (215) e em vitórias nas disputas pelo alto (64%). Por fim, é o terceiro que mais venceu disputas de bola com adversários no total (59%) e recuperou bolas para o Palmeiras, com 160.

“Graças a Deus, os números são bons. Mas sabemos que o futebol é muito dinâmico, e por isso não podemos deixar o ritmo cair. Conquistamos a classificação, mas agora já temos uma sequência de jogos importantes pelo Brasileiro”, diz ele.

Zagueiro vive um ano especial

Renan pode ser considerado um símbolo do Palmeiras renascido em 2015, no segundo ano da gestão Paulo Nobre, quando o clube reestruturou suas categorias de base. Com 11 anos, Renan chegou ao Verdão na temporada em que o time conquistou a sua terceira Copa do Brasil, um ano antes de iniciar a rota recorde de seis participações seguidas na Libertadores, das quais Renan esteve presente em duas.

Em 25 de novembro de 2020, ele jogou seis minutos da vitória contra o Delfín (EQU), por 3 a 1, fora de casa. Cerca de um mês antes, ele jogava pela primeira vez no “time de cima”. Estreou na derrota por 3 a 1 para o Coritiba que custou o emprego de Vanderlei Luxemburgo.

Eleito a revelação do Campeonato Paulista da atual temporada, ele é o único canhoto entre os zagueiros do time e aparece bastante como lateral-esquerdo, quando Abel Ferreira, a quem elogia muito, quer reforçar a marcação no setor. “Trabalhar com o Abel é um privilégio muito grande e procuro absorver o máximo de coisas possíveis com ele e toda a comissão técnica”, diz.

O defensor virou peça-chave num ano em que ainda tinha idade para atuar pelo sub-20. Mas, em vez disso, vai disputar a final da Libertadores.

“Apesar de trabalhar desde as categorias de base menores para chegar ao profissional e disputar os títulos, as coisas aconteceram de uma forma muito rápida pra mim. Nosso trabalho durante o ano foi focado em chegar até aqui, então temos que seguir com muito foco”, disse.

Parte de seu sucesso, Renan atribui aos companheiros. Embora já tenha colocado alguns deles no banco, o camisa 3 ainda fala com muita admiração dos colegas de time.

“São excelentes jogadores que tenho o prazer de atuar ao lado e aprender durante todos os dias”, diz. “São exemplos de marcadores, muito experientes para esse tipo de jogos. Gustavo Gomez, Felipe Melo, Luan e todos aqueles que me passam força e experiência no dia a dia são meus espelhos para que eu possa evoluir diariamente. Sempre me passam bastante tranquilidade e isso ajuda na hora das partidas mais decisivas”, afirma.

Tranquilidade, aliás, é uma das características mais marcantes do defensor, que nunca foi expulso e levou apenas 12 amarelos como profissional em 44 jogos. Na atual temporada, embora seja o quarto atleta com mais minutos pelo time —perdendo para Luan Scarpa e Weverton—, só foi advertido cinco vezes em 33 jogos.

E já que essa reportagem abordou muitos números, vale mencionar que o zagueiro tem um gol com a camisa do Palmeiras —e não foi qualquer gol. Na fase de grupos da Libertadores, em abril, fez de cabeça, aos 51 do 2º tempo, o gol que deu ao Palmeiras a vitória por 3 a 2 sobre o Universitario (PER), em Lima.

Não deixa de ser um bom presságio para um jogador que terá pela frente uma final que certamente será decidida nos detalhes e disputada até os minutos finais.

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