Cemitério lotado: homem cede jazigo familiar para amiga sepultar mãe

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– O único cemitério da cidade de Piranhas, a 325 quilômetros de Goiânia, atingiu o limite da lotação e não possui mais espaço para realizar sepultamentos. Na segunda-feira (9/8), o técnico de refrigeração Alan Kardec precisou ceder uma vaga no jazigo da família para que uma amiga conseguisse enterrar a própria mãe.

A situação, que já perdura há algum tempo, obriga moradores da cidade a recorrer a municípios vizinhos para que familiares sejam sepultados. Em alguns casos de famílias que possuem jazigo no local, já foram registradas situações de exumação de corpos para ceder espaço para novos enterros.

Ao portal G1, Kardec relatou que sentiu a necessidade de ajudar a amiga, diante da dificuldade para sepultar pessoas na cidade. O jazigo onde a mãe da amiga foi enterrada é o mesmo onde estão o pai, a mãe, a irmã e um sobrinho dele. “Eu falei para ela falar com o coveiro que eu autorizaria”, disse.

Em vídeo feito no local, um morador da cidade mostra a falta de espaço entre um túmulo e outro, e relata como os moradores de Piranhas estão fazendo para enterrar entes queridos.

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“Não há espaço para ser enterrado mais ninguém. As famílias que já têm esses túmulos, quando morre um ente querido, é feita a exumação e colocado outro no lugar. As que não tem são obrigadas a levar para outra cidade para fazer o sepultamento. [Já tem] caso confirmado aqui na cidade de Piranhas de pessoas que não tinham onde colocar, nem tinham túmulo da família, e tiveram de pegar outro túmulo emprestado para que [o corpo] não fosse deslocado para outra cidade”, conta.

Prefeitura confirma

A Prefeitura de Piranhas reconhece a situação e confirma o quadro de superlotação no cemitério local. Segundo o prefeito da cidade, Marco Rogério (Solidariedade), um projeto para a construção de um novo cemitério já está pronto e o terreno já teria sido adquirido pela atual gestão.

As obras estão previstas para começar, de acordo com o gestor, daqui três meses. Moradores locais dizem que escutam sobre o início dessa obra já há algum tempo e que, até então, nada aconteceu.

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