Celular ao volante, perigo constante: especialistas dão dicas simples que preservam vidas

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Embora a velocidade seja uma das principais causas de acidentes de trânsito, fatores como uso de celulares e álcool na direção, além da ausência de cinto de segurança, também contribuem para a falta de segurança viária. Neste mês, quando acontece a 8ª edição do Maio Amarelo — movimento de conscientização para redução de acidentes de trânsito —, as estatísticas mostram que reduzir o número de acidentes e vítimas ainda é um desafio. O tema da edição 2021 do movimento é “Respeito e Responsabilidade no Trânsito”. No Brasil, onde acidentes de transporte são a segunda principal causa de morte não-natural e matam por ano 32 mil pessoas, obedecer o que diz o Código de Trânsito Brasileiro e seguir dicas simples podem preservar vidas.

— A gente fala muito em números. São 180 mil internados só no SUS, 45 mil cadeirantes, mas, na verdade, são tragédias humanas. Por trás dos números, estão pessoas que têm pai, mãe e filhos. Isso gera um sofrimento enorme — ressalta Flávio Emir Adura, diretor científico da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

A maior parte das fatalidades no trânsito ocorre com os vulneráveis que são motociclistas, pedestres e ciclistas. A velocidade é a principal causa, e Adura destaca a importância de falar sobre o assunto no Maio Amarelo:

— O corpo humano só consegue absorver impacto de um veículo até 30 quilômetros por hora. A partir daí, a chance de mortalidade é quase total. O Brasil tem esse fator de risco, e a gente tem que lembrar dele nesse Maio Amarelo.

Outro fator de risco é o não uso do cinto de segurança: o país tem uma das menores taxas do mundo na utilização do equipamento por passageiros nos assentos de trás do veículo. Não usar o cinto no banco de trás aumenta em cinco vezes o risco de morte de quem está no banco da frente. O álcool é outro elemento responsável por causar acidentes, mas Adura explica que a utilização de aparelhos celulares tem crescido nestas estatísticas:

— O uso da telefonia celular na direção vem ameaçando outros fatores de acidentes, como sono e ultrapassagem perigosa. A Abramet vai publicar trabalho mostrando que, se um motorista, a 60 quilômetros por hora, enviar uma mensagem, ele percorre, aproximadamente, uma extensão equivalente a um campo de futebol oficial sem prestar atenção no percurso.

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