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Casal arrecada R$ 32 mil com venda de convites para pagar festa de casamento: 'Casar é caro', brinca noiva

O casamento é um momento que marca a vida de qualquer casal. A festa pós-cerimônia costuma ser o momento de maior investimento dos recém-casados para celebrar a união da melhor forma possível. Para arcar com os custos, um casal do interior de São Paulo optou por uma opção, no mínimo, peculiar: vender os convites. Ao todo, foram arrecadados R$ 32 mil.

A empreendedora e terapeuta Juliana Moraes é de Sorocaba (SP) e, seu noivo, o empresário Diego Budemberg, de São Roque (SP). Ao g1, ela conta que os dois já moram juntos há cinco anos na sua cidade natal e, por isso, não será necessário montar uma nova casa após o casamento.

“Já temos nossa casa montada e nosso maior desejo era a realização da festa. Surgiu a ideia de viabilizar financeiramente o projeto. O melhor presente que poderíamos querer receber dos nossos convidados era a presença deles na festa, então a ideia de vender os convites tornou-se óbvia”, explica.

O casamento acontecerá neste sábado (16). De acordo com Juliana, a venda dos convites ajudou a arcar com os gastos de tudo que colabora para ter uma festa marcante, desde o buffet até as fotos do casamento.

“A festa de casamento tradicionalmente serve como ritual de passagem, e os convidados ajudam o casal a começar a vida juntos, os presentes com diversos utensílios domésticos, dando aquele empurrãozinho no começo da vida a dois. Porém, esse tipo de evento envolve uma série de investimentos para uma grande gama de fornecedores”, continua.

Diego relata que as reações dos convidados foram das mais diversas e que, inicialmente, os que mais resistiram foram os familiares.

“Teve gente que torceu o nariz – mas essas foram poucas. A maioria foi familiar (risos). De fora, o pessoal achou bem legal. Muitas pessoas ficaram entusiasmadas, algumas até disseram que já foram em casamentos assim”, relembra.

A venda foi finalizada no dia 30 de março e possibilitou uma maior flexibilidade na hora de fazer a lista de convidados. Os ingressos até seguiam uma tabela de preços: R$ 180 para cada adulto, R$ 90 para crianças entre oito e 12 anos, e entrada gratuita para menores de sete anos. A compra poderia ser parcelada em até 12 vezes ou feita à vista, por chave PIX.

Para Juliana, o valor do convite condiz com o que a festa vai proporcionar para os convidados. “Vemos como um ‘ganha x ganha’. Ganham os convidados, que poderão vir ao casamento, ganham os fornecedores, que têm mais um casamento para fazer depois de dois anos de hiato comercial por conta da pandemia, e ganham os noivos, que conseguem realizar um grande sonho sem se descapitalizar”, analisa Juliana.

Início de namoro curioso

Engana-se quem pensa que o casamento dos dois foi a única coisa peculiar na relação do casal. Os momentos curiosos acompanham o casal desde o primeiro contato dos dois, por um “engano” durante uma ação de vendas de Juliana em uma rede social.

“Diego estava solteiro, aproveitando a vida em encontros online marcados por aplicativos de relacionamento. Eu tinha saído do meu primeiro casamento e estava realizando uma campanha de marketing e vendas no Facebook”, explica.

Segundo a noiva, a ação consistia em adicionar amigas de amigas na rede social para oferecer produtos por mensagens. Embora fosse focada apenas em mulheres, ela acidentalmente adicionou Diego na plataforma.

“Como ele já estava habituado a contatos virtuais em busca de relacionamento, começou a conversar comigo, crente de que eu tinha algum interesse por ele. Mal sabia que tinha sido apenas um acidente”, brinca.

Após um mês e meio de conversas, os dois se conheceram pessoalmente e engataram o romance. O pedido de casamento aconteceu em outubro do ano passado e, na manhã deste sábado, o casal subirá ao altar na presença de seus 190 convidados para dizer o aguardado “sim”.

Grande investimento

Segundo Juliana, além dos convites, o casal ainda precisou investir R$ 20 mil para pagar todo o casamento. “Casar é caro (risos)”, brinca. Apesar do valor, a grande adesão por parte dos convidados possibilitou a realização do sonho dos dois.

“Conseguimos contratar todos os nossos parceiros que vão cuidar do evento para nós. Já está todo mundo pago. Tivemos um desembolso sim, mas muito menos relevante do que se nós tivéssemos que custear a festa toda. Na verdade, se tivesse que sair de nosso bolso 100%, seria inviável”, reflete Diego.

Para o empresário, a ideia é um bom caminho não só para o mercado de casamento, mas para os futuros noivos que não conseguem realizar uma festa por questões financeiras.

“Em uma visão de empresário que sou aqui em Sorocaba, se todos fizessem nesse formato, nós teríamos muito mais casamentos para ir e a nossa economia nesse segmento estaria girando muito mais. Se todo mundo fizesse um pouquinho, todo mundo aproveitava muito mais”, finaliza.

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