Brutal: Detento que matou a mãe e o pai é suspeito de assassinar colega de cela, enforcado com uma toalha

Victor Gabriel usou uma toalha para enforcar outro colega, que estava na mesma cela. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Victor Gabriel Nunes de Paula, 23 anos, preso há uma semana por assassinar a própria mãe a facadas e pauladas, em Corrente (PI), é suspeito de matar um companheiro de cela no Presídio Dom Abel Nunes, na mesma cidade, na noite dessa quarta-feira (31/1). Em 2019, o acusado havia sido detido por matar o pai esfaqueado, em Ceilândia (DF).

A Polícia Militar do Piauí (PMPI) detalhou que os dois detentos teriam começado uma briga por das 21h. Pouco depois, Victor Gabriel usou uma toalha para enforcar outro colega, que estava na mesma cela. A vítima, identificada como Misael Ferreira, chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Victor Gabriel foi preso em flagrante no dia 25 de janeiro, suspeito de matar a mãe. Benedita Silva Nunes, 49, foi encontrada morta dentro de casa, com sinais de espancamento.

Ela teve os dentes quebrados e também levou golpes na cabeça que teriam sido provocados por uma barra de ferro. No dia do crime, Victor Gabriel foi visto ao sair da casa da família; pouco depois, a irmã dele entrou no imóvel e encontrou Benedita morta. O suspeito fugiu, mas foi encontrado pela polícia e levado para a delegacia de Corrente. Vizinhos da vítima relataram que mãe e filho costumavam ter brigas porque Victor Gabriel seria dependente químico, mas a Benedita tentava ajudá-lo a se livrar do vício. Uma dessas brigas teria motivado o crime, segundo as investigações. O rapaz teve a prisão convertida em preventiva, e passou por audiência de custódia na segunda-feira (29/1). Ele cumpre a prisão no município de Bom Jesus (PI).

Solto após matar o pai

À época com 18 anos, Victor Gabriel foi preso em 19 de outubro de 2019, na QNM 21 de Ceilândia, por ter matado o pai, José Claudio Barbosa de Paula, 42. O acusado disse que sofria várias ameaças de morte por parte do pai e confessou que o atacou, para evitar ser vítima de um eventual assassinato. O estopim para a tragédia teria sido uma discussão sobre o consumo de drogas em casa. Quando os policiais militares chegaram ao endereço da família, encontraram Victor Gabriel com uma faca na mão e o pai deitado sobre o colo. Na data, o agressor ainda feriu outra pessoa, que havia tentado impedir o crime.

Apesar de o filho da vítima ter confessado o crime, a juíza Vivian Lins Cardoso interpretou que a liberação do assassino não causaria “perturbação à ordem pública”. Victor também foi alvo de mandado de prisão preventiva em 2019, mas a Justiça do Distrito Federal concedeu habeas corpus ao acusado. No fim de 2020, com o laudo da perícia que atestou os transtornos mentais, o juiz determinou a internação do acusado. Em maio de 2021, Victor Gabriel foi julgado pelo Tribunal do Júri, que o absolveu pelo homicídio do pai. Como medida de segurança, porém, o magistrado determinou a internação do réu pelo período de ao menos um ano.