Borré, Ademir e Castellanos : Anderson Barros comenta negociações e explica projeto do Palmeiras

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Maurício Galiotte e Anderson Barros concedem coletiva na Academia de Futebol do Palmeiras.

THIAGO GOMES

Wednesday, April 21, 2021

 

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Campeão da Tríplice Coroa em 2020, o Palmeiras iniciou a temporada 2021 perdendo dois títulos e um clássico. Por conta do começo instável, alguns torcedores picharam os muros da sede social e pediram a saída de alguns atletas. Também teve cobrança em cima da diretoria pela falta de reforços.

Em entrevista ao Globo Esporte, Anderson Barros, executivo de futebol do Palmeiras, tentou minimizar a pressão e pediu paciência ao torcedor.

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“Todo torcedor tem o direito de cobrar, mas ele precisa entender tudo aquilo que a gente vem fazendo. O torcedor cobra resultado, cobrou resultado e entregamos resultado. O Palmeiras foi campeão, teve seis títulos de extrema relevância nos últimos seis anos, sendo três na temporada passada. Então foi entregue. Foram revelados jogadores, foram feitas contratações que atenderam ao anseio em nossa necessidade. O torcedor tem (direito de cobrar), mas precisa entender e reconhecer o trabalho que está sendo feito. Existe responsabilidade e planejamento,” disse.

“O torcedor não pode confundir a crença em um projeto, ter responsabilidade com a instituição que ele torce, com omissão. Estamos fazendo tudo que se pode, vencemos a Tríplice Coroa na temporada passada. Eu sei que o torcedor quer que a gente vença em 2021,” adicionou.

Desistência por Borré

O atacante do River Plate esteve perto de reforçar o Palmeiras. Barros explicou porque o clube desistiu da negociação e avaliou o peso que teve os avanços da pandemia do novo coronavírus no país.

“Nós iniciamos o processo do Borré um pouquinho antes, talvez, da nossa viagem para o Mundial. Eu lembro que foi até um pouco antes do jogo na Argentina contra o River. Percebemos que três atletas tinham situações de fim de contrato, começamos a estudar esse processo, tivemos variáveis de qual estratégia deveríamos adotar. Optamos por uma, foi crescendo ao longo do próprio Mundial. Uma situação que a gente sempre manteve numa discrição muito grande, que era uma situação muito complexa, tinha clube espanhol, argentino, diversos representantes,” apontou.

“Era um momento em que a crise pandêmica dava um sinal diferente, quando veio a segunda onda, até uma terceira onda. Hoje, temos um crescimento no número de mortes. Então tudo isso foi sendo pesado. Mas sempre fomos honrando por entender que seria um atleta que agregaria muito ao Palmeiras. Chegou um momento em que percebemos, seja pela demora do posicionamento, valores, que aquele era o momento que o Palmeiras tinha o direito de decidir de forma contrária. Tanto que não teve resposta do atleta ou representante, porque fizemos tudo de maneira honesta. Sabíamos que estávamos indo além, sabíamos que poderia, mas tinha passado o tempo,” disse.

Borré, atacante do River Plate, está na mira do Palmeiras

América-MG pediu mais por Ademir

Já o caso de Ademir foi diferente. A diretoria palmeirense avançou com a proposta e ofereceu valores ao América, que pediu mais. A oferta, no entender de Barros, foi o bastante e não teve possibilidade de maximização.

“O Ademir foi um atleta com característica específica, um extremo, canhoto, que poderia dar variações táticas ao Abel. Era um jogador que atenderia a uma situação muito especifica. Fizemos uma proposta, bem razoável dentro do que entendemos, e o América, dentro do seu direito, entendeu que não deveria liberara. Discutimos outras variáveis, mas não evoluímos. Vamos fazer o que for responsável, como fizemos na temporada passada,” revelou.

Valentin Taty Castellanos é o jogador que está mais perto de reforçar o elenco de Abel Ferreira. A proposta já está nas mãos do City Group. O atleta já aceitou as bases salariais e disse que gostaria muito de jogar no Brasil. Um possível acordo pode acontecer no decorrer da semana

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