Borja detona Palmeiras, entenda o motivo

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Borja considera não ser o único centroavante que teve problemas para se firmar no Palmeiras recentemente. Emprestado ao Grêmio e com três gols em quatro jogos, o colombiano considera que os jogadores da posição em geral sofrem quando chegam ao Verdão.

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“Passaram três centroavantes pelo Palmeiras. Barcos, um argentino… Barrios e depois eu. Não sei o que passa no Palmeiras, mas não é fácil ser o 9 (do clube)”, afirmou, em entrevista à ESPN da Colômbia.

“Os dois centroavantes que estão lá, Luiz Adriano e Deyverson, os custa. Não é só com Miguel Borja. Tem outros atacantes, não sei se é o esquema de jogo do Palmeiras que não combina muito com os centroavantes. Os atacantes que chegaram sofreram”, reforçou.

Contratado pelo Verdão em 2017, Borja chegou como o “Rei da América”, após ser decisivo na conquista do título da Libertadores pelo Atlético Nacional, da Colômbia, em 2016.

O ex-camisa 9, porém, nunca conseguiu corresponder à expectativa. Em três temporadas, fez 109 jogos, 35 gols e esteve no elenco que conquistou o Brasileirão de 2018. No ano passado, foi emprestado ao Junior Barranquila, da Colômbia, e teve uma boa passagem: 35 gols em 59 partidas e o consequente retorno à seleção de seu país.

Como o Junior não tinha dinheiro para comprá-lo, o Verdão aguardava a chegada de outras propostas para venda, que não avançaram. Um dos mais interessados era o Boca Juniors, mas o time argentino não acertou salários com Borja.

Ainda que o desempenho do jogador tenha sido bem avaliado por Abel Ferreira, a diretoria entendeu que precisaria negociá-lo, por já ter Luiz Adriano e Deyverson. O clube considerou que não era viável ter os três no elenco, e o único com mercado no momento era Borja.

Foi por isso que o Palmeiras decidiu emprestá-lo ao time gaúcho, que pagou R$ 6 milhões ao Verdão e assumiu todo o salário do colombiano. Os atuais centroavantes à disposição, porém, vivem um momento de jejum e críticas no Verdão.

A ideia alviverde ainda é tentar uma negociação em definitivo, para abater uma fatia da dívida com a Crefisa, que fez o aporte de US$ 10 milhões (R$ 34 milhões à época) para a compra de Borja.

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