Bezerros aprendem a 'usar banheiro' para diminuir impacto ambiental

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A gente está acostumado a ver cachorros e gatos treinados para fazer suas necessidades no lugar certo, mas não bezerros — já que esses animais costumam viver em lugares onde isso não importa tanto assim. Porém, cientistas da Universidade de Auckland (Nova Zelândia) e do Instituto Leibniz para Biologia de Animais de Fazenda (Alemanha) se uniram em um projeto para ensinar os bezerros a “usarem o banheiro”. O motivo é o meio ambiente.

O problema é que o xixi das vacas tem grande concentração de nitrato, uma substância que, ao se decompor, acaba poluindo o solo e pode até contaminar cursos de água próximos. Além disso, ela produz óxido nitroso — um gás que é 300 vezes pior para o efeito estufa do que o próprio CO2. Isso sem falar na amônia, outro componente tóxico. Enfim, o xixi da vaca é bastante letal e, por isso, os cientistas estão buscando formas de concentrá-lo em uma latrina, onde possa ser tratado adequadamente.

Como ensinar os bezerros?

Os especialistas explicaram que o treinamento com os bezerros não é muito diferente de ensinar uma criança a usar um penico, com recompensas e punições para acertos e erros.

O teste dos cientistas foi realizado com 16 bezerros, que ganhavam comida quando faziam xixi no lugar certo e eram esguichados com água fria quando erravam. O resultado foi muito bom: três quartos dos animais aprenderam direitinho, após 15 dias. Aliás, eu não duvido que os bezerros sejam mais eficientes do que certos homens na hora de acertar onde fazer xixi.

O bezerro bonzinho vai para a latrina. (Imagem: Chicago Sun Times/Reprodução)

Nela, ganha comida por fazer seu xixi no lugar certo. (Imagem: Chicago Sun Times/Reprodução)

De qualquer forma, os cientistas ficaram animados com o projeto, que recebeu o nome de MooLoo. Eles dizem que isso pode diminuir bastante as emissões de gases de efeito estufa. “Mostramos uma prova de conceito de que podemos treinar bezerros e treiná-los facilmente”, afirmou o professor de Psicologia Douglas Elliffe, da Universidade de Auckland.

Parece que o teste foi tão bem-sucedido que já tem gente interessada em comprar o MooLoo: a indústria de laticínios da Nova Zelândia pode se adequar às novas regras ambientais do país com esse sistema. Que “bons garotos” esses bezerros!

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