Até quando aturar João Doria? Sua canalhice já passou dos limites

Saber quem foi a figura mais desprezível durante a pandemia do coronavírus é uma dúvida cruel. Não foram poucos os que trabalharam com afinco para alcançar tal posto, e provavelmente o leitor pensou em três ou quatro nomes enquanto leu estas linhas. O Brasil já era o país dos insanos antes mesmo dessa desgraça toda. O coronavírus foi apenas um catalizador para entendermos isso de uma vez por todas.

Mas, uma vez que preciso escolher um nome para representar a insanidade que marca esse período, quero ater-me ao governador de São Paulo, João Doria. Sua ânsia em angariar holofotes transformou a sua figura em uma das mais rejeitadas do país, e não foi por acaso. O sr. Doria não apenas fechou seu Estado, aumentou impostos e apostou em uma vacina originada no país que nos colocou nesse inferno. Não, ele foi além: adotou uma postura megalomaníaca de antagonismo ao presidente Bolsonaro – e jogou para as cucuias o bom senso e a razão.

Exemplos dessa querela com o chefe do Executivo são fartos e demonstram que o sr. Doria é um irresponsável pensando apenas na eleição presidencial do próximo ano – e no próprio umbigo. O narcisismo desse senhor não conhece limites.

Durante todo esse tempo o sr. Doria tentou posar como gestor empenhado em salvar vidas. Quis angariar simpatia esbanjando empatia gratuita. Tudo para ser contraponto a Bolsonaro, o suposto insensível que nada fez contra o coronavírus. Nessa tarefa politiqueira e baixa, teve o apoio total da grande mídia – muitos veículos acabaram se transformando em mera assessoria de imprensa do seu governo. Todos os dias lá estava João Doria dando entrevista coletiva, em um verdadeiro show business da canalhice.

Em uma dessas demonstrações de estupidez, Doria justificou a vacinação obrigatória com seu Cristianismo de botequim. Ora, se o governador fosse mesmo um cristão devoto como ele apregoa, nem no PSDB estaria. O tucanato é o suprassumo da esquerda frankfurtiana, que é notoriamente secular e multiculturalista, ou seja, contrária à religião e à manifestação pública da fé. Aliás, o próprio PSDB paulista esteve na vanguarda da agenda progressista com a aprovação de uma lei em 2001 que pune criminalmente a homofobia – o governador de São Paulo, na ocasião, era Geraldo Alckmin. Integrar um partido de esquerda e ao mesmo tempo ostentar o rótulo de cristão é uma contradição estúpida que somente tipos como João Doria são capazes.

Ao querer impor a vacina chinesa aos paulistas, João Doria comprou briga com todo mundo. Nem a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou ministro da Saúde escaparam dos seus ataques de pelanca. Contra a primeira, Doria disse que a Coronavac seria utilizada pelo governo de São Paulo mesmo sem o aval da agência regulatória. Já o segundo teve que aturar o seu chilique ao ser colocado contra a parede por causa do bendito imunizante. Como diabos uma vacina feita em menos de um ano pode ser aplicada com segurança e eficácia demonstradas sem a aprovação da agência reguladora? Que autoridade científica o sr. Doria possui para nos garantir que a vacina chinesa possui os requisitos necessários para ser a bala de prata contra a pandemia? No mundo habitado pelas pessoas de bom senso, a cólera dos imbecis não supera a realidade. E a cólera do governador Doria é ensaiada demais para ser uma genuína preocupação com a saúde pública.

Se Doria estivesse mesmo preocupado com a pandemia e com a saúde dos paulistas, não teria protagonizado aquele papelão da fracassada viagem aos Estados Unidos – isso depois de fechar São Paulo e ir para um estado americano em que o isolamento horizontal não vigora. Essa atitude mostrou o óbvio: João Doria e a turma do ‘’Fique em Casa’’ está se lixando para você. Todos esses elitistas que nos trancafiaram estão sedentos pelo poder e querem enfiar goela abaixo a sua engenharia social. A saúde é a desculpa esfarrapada da ocasião, mas ela pode descartada a qualquer momento. A saga totalitária não é muito coerente.

Os paulistas não merecem este desprezível governador por mais dois anos. Ou a população remove João Doria do governo do Estado, ou estará condenada a viver os próximos dois anos num totalitarismo disfarçado de democracia. Que o povo faça isso dentro da lei e da ordem legal. O governo de São Paulo não pode ser palco para a postura megalomaníaca e politiqueira do sr. Doria. Sua canalhice já passou dos limites.

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