Assassino confesso de Letícia Stefani insistiu para ir em velório: "me fala onde vai ser"

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Pedro Henrique Souza, de 24 anos, o homem que confessou ter assassinado a ex-namorada, Letícia Stefani Inácio, também de 24 anos, insistiu para ir ao velório da vítima. Em uma troca de mensagens com o pai de Letícia, Ricardo Raimundo, o suspeito perguntou o local e pediu várias vezes para ser avisado sobre o horário em que a última despedida para a jovem aconteceria.

Ainda, Pedro Henrique chegou a pedir permissão para Ricardo para ir ao velório, já que o pai de Letícia sabia que o relacionamento da filha havia sido conturbado. “Eu gostaria de ir se n for problema pro senhor; Assim q souber o hr, me avise q vou pra lá”, escreveu o suspeito. A mãe de Letícia, Jozaine Inácio Raimundo, se sentiu incomodada com a situação e pediu que o marido solicitasse que Pedro Henrique não fosse à cerimônia.

Eu acho que eu estava pressentindo que era ele […] meu Deus do céu, que sangue frio que ele tem”. 

Em entrevista para a RIC Record TV Curitiba, a mãe de Letícia contou que nunca desconfiou que Pedro Henrique pudesse ser capaz de cometer o crime. “Ele era uma pessoa bem educada, a gente não tinha suspeita de nada dele, ia em churrasco com a gente, a gente sempre tratou bem ele. Chegar e fazer isso com a minha filha, meu Deus que mundo é esse, a gente não conhece ninguém”, desabafou. Ainda, Jozaine relatou que o ex-namorado de Letícia sempre se mostrou como sendo uma pessoa de boas intenções. “Falou que ia dar uma vida boa para ela, sempre falou que ia dar uma vida boa para ela”. 

“Que fique mais alerta com os companheiros das suas filhas, duvide de todos eles, investigue a vida de cada um deles porque eles não dão sinal de nada. São pessoas normais e queridas. Não tem como saber, esse é o meu alerta para todas as mães, que cuidem de suas filhas, porque esses bandidos estão em todo o lugar”. 

Conforme o relato dos pais, Letícia namorou Pedro Henrique por quatro meses e começou a desconfiar que estava sendo vigiada quando alguns amigos sumiram de suas redes sociais. Para tentar entender se o então namorado estava a monitorando, ela armou uma situação com uma amiga e decidiu falar mal do suspeito em uma conversa nas mensagens do Instagram. Quando o jovem a confrontou sobre o que ela havia comentado sobre ele, a vítima teve certeza que estava sendo hackeada e, por isso, terminou a relação.

Pedro Henrique, porém, não aceitou o término e continuou stalkeando e acompanhando todos os passos da ex-namorada. Na noite de sexta-feira (1º), o suspeito viu uma postagem de Letícia e ficou com ciúmes. Então, foi até a frente do prédio onde a jovem morava, por volta das 2h de sábado (2), e aguardou por várias horas até a vítima chegar, às 6h30. Ele relatou para a polícia que discutiu e agrediu Letícia e que ela acabou batendo a cabeça. O suspeito afirmou não se lembrar sobre o cordão encontrado no pescoço da jovem, que foi estrangulada.

Frieza

O suspeito foi localizado na casa dos pais, em Pinhais, nesta segunda-feira (4). A mãe do jovem afirmou que Pedro Henrique não demonstrou nenhuma mudança de comportamento nem antes e nem depois do crime. A mulher, que foi informada de que o filho era suspeito de matar a ex-namorada quando o aguardava na delegacia, quase não conseguiu acreditar que o jovem havia confessado o assassinato.

A mulher contou que na sexta-feira o filho trabalhou com o pai e jantou com a família. Depois, foi para o quarto e nem mesmo foi visto saindo. Na manhã seguinte, bem cedo, por volta de uma hora após o crime, o suspeito também ajudou o pai e ainda afirmou estar preocupado com o sumiço de Letícia, que ele dizia para os pais que ainda era sua namorada. A mãe de Pedro contou para a equipe da RIC Record TV que o filho destruiu a própria vida, a família deles e a vida de Letícia.

O crime

Letícia Stefani, a técnica de enfermagem que trabalhava no Hospital Cajuru, em Curitiba, saiu de casa para uma choperia com os amigos na noite de sexta-feira (1º), no bairro Uberaba. Depois, foi para a casa de um dos colegas, no bairro Cajuru, onde ficou até às 6h28, e chamou um carro de aplicativo para voltar para o prédio onde morava com os pais, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Às 6h30 de sábado (2), mandou uma mensagem para a mãe avisando que estava indo para casa. Ela iria para um casamento com a família no sábado.

As horas passaram e, por volta das 10h30, a mãe desesperada começou a enviar mensagens para Letícia perguntando onde ela estava. Sem resposta, uma busca foi iniciada para encontrar a jovem. Somente na tarde de domingo (3), o corpo da vítima foi localizado, muito mais perto do que se esperava: Letícia estava morta embaixo da escadaria que dava acesso ao apartamento da família, dentro do prédio onde morava. A jovem tinha marcas de espancamento e um cordão – semelhante a um cadarço – no pescoço. O corpo foi encontrado por um vizinho.

Pedro Henrique, ex-namorado da jovem, foi preso na segunda-feira (4), na casa dos pais, em Pinhais. Na delegacia, o suspeito confessou o crime.

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