Após morte de voluntário, Anvisa interrompe testes da CoronaVac

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Após a morte de um dos voluntários brasileiros, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ao Instituto Butantan a suspensão da fase 3 dos estudos da vacina CoronaVac. Com a decisão, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado.

Em um comunicado oficial, a Anvisa afirma que “esse tipo de interrupção é prevista pelas normativas da Anvisa e faz parte dos procedimentos de Boas Práticas Clínicas esperadas para estudos clínicos conduzidos no Brasil”.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, reconheceu durante uma entrevista que houve uma morte entre os voluntários da pesquisa, mas, segundo ele, o caso não tem relação com os testes da vacina.

Em nota, o Butantan diz que “o Governo de São Paulo, através do Instituto Butantan, lamenta ter sido  informado pela imprensa e não diretamente pela Anvisa, como normalmente ocorre em procedimentos clínicos desta natureza, sobre a interrupção dos testes  da vacina Coronavac”.

Ainda no início de fevereiro deste ano, a Anvisa retirou a exigência de estudos da fase 3 em andamento no Brasil para autorização emergencial de vacinas no país, o que adiantou a autorização emergencial de diversas vacinas.

Na fase 3 do estudo é possível verificar, por exemplo, o percentual de eficácia das vacinas, além de evidenciar quantas doses devem ser aplicadas e também as reações alérgicas dos imunizantes.

Com a interrupção do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado, até que as investigações apontem se o evento está diretamente relacionado ao imunizante.

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