Em entrevista coletiva concedida na Academia de Futebol ao lado do presidente Maurício Galiotte, o goleiro disse que a decisão foi tomada já no ano passado e que seu destino foi selado por uma escolha pessoal.
“O que retardou (um acordo) também foi que perdemos o diretor executivo e o treinador. Tinha decisões importantes a serem tomadas, mas minha não permanência foi muito mais uma questão administrativa do que técnica. Era sabido já que tínhamos dois goleiros com mais tempo de casa e que ficaria um só. Lá atrás se decidiu uma coisa (contrato com Jaílson) que mais ou menos resolveu essa questão”, disse Prass, que disparou contra Alexandre Mattos.
“O antigo diretor teve uma estratégia contratual que deixou meu destino selado. Pelo que se criou, eu mesmo achei que não tinha muitas possibilidades de eu permanecer aqui. Porque a última coisa que eu quero também é atrapalhar qualquer planejamento do clube. Única coisa que posso falar é isso. Uma decisão mais administrativa do que técnica, de uma pessoa que nem está mais aqui.”
O goleiro ainda disse que se sentia pronto para seguir no Palmeiras para 2020 e que não tem mágoa com a atual diretoria.
“Vou responder da forma mais sincera possível. Se for por gratidão, se for história, por respeito, acho que não é o que leva o jogador a renovar contrato ou ficar no clube. Isso é muito bonito, mas o que faz o jogador continuar é o desempenho. Neste ano, joguei 11 jogos, na minha opinião em nível alto. Fiz semifinal de Campeonato Paulista. Dentro de campo, correspondi. Até hoje treino em dia de jogo, depois de jogo, depois do treino faço meu complemento. Mas é difícil falar que esperava mais da diretoria. O Palmeiras tem um planejamento. Sinceramente, a decisão de ficar ou não foi muito mais administrativa do que propriamente técnica. Na conversa que eu tive com o presidente, ele expôs o planejamento.”
Fernando Prass chegou ao Palmeiras para disputar o Brasileirão Série B 2013 após boa passagem pelo Vasco, onde conquistou a Copa do Brasil 2011.