Fernando Prass anunciou no último sábado, nas redes sociais, que não vai continuar no Palmeiras. O jogo deste domingo, contra o Cruzeiro, às 16h, no Mineirão, pela última rodada do Brasileirão, inclusive, deve marcar o fim de um ciclo no elenco do Verdão.
Depois de confirmar as demissões de Mano Menezes e de Alexandre Mattos, a diretoria do Palmeiras não escondeu a insatisfação com o desempenho do time alviverde. E a prometida reformulação foi iniciada com a venda de Thiago Santos para o FC Dallas e com a aposentadoria de Edu Dracena.
Prass deu sequência ao processo.
E, nas próximas semanas, a lista de despedidas do clube vai ganhar outros integrantes. Também com contrato vencendo em dezembro, Henrique Dourado vai retornar para o Henan Jianye, da China.
Após o jogo contra o Flamengo, na arena palmeirense, o presidente Maurício Galiotte não poupou críticas aos atletas e prometeu mudanças. Mesmo sem citar nomes, o dirigente reclamou de falta de empenho e de dedicação de alguns jogadores.
O lateral-esquerdo Diogo Barbosa e o meia Lucas Lima sofreram com xingamentos da torcida nos últimos jogos. Quem também passou a ser mais questionado é o atacante Deyverson.
Pouco utilizados no segundo semestre, Victor Luis, Antônio Carlos, Raphael Veiga e Hyoran podem ser negociados. Antônio Carlos interessa ao Sport, e Veiga está na mira do Grêmio.
Não está descartada a negociação de um atleta considerado titular, até para reequilibrar as finanças do clube, que deve fechar no vermelho em 2019.
Ainda no aguardo por um acerto com Jorge Sampaoli, o Palmeiras tinha estabelecido para 2020 a promoção de cinco jogadores da base (Esteves, Gabriel Menino, Patrick de Paula, Angulo e Gabriel Veron) e o retorno de três atletas que estão emprestados (Vinicius Silvestre, Pedrão e Artur).
A vaga na diretoria de futebol tem hoje Diego Cerri, do Bahia, como favorito.