Os próximos dias serão de definição para o diretor-executivo do Inter, Rodrigo Caetano. Com proposta na mãos para comandar o futebol do Palmeiras, o dirigente dará a resposta até domingo, quando encerra o Brasileirão.
Ainda sem um novo vice de futebol, o departamento aguarda um posicionamento para saber se ocorrerá outra alteração no organograma. Até porque Caetano já iniciou o planejamento para 2020. O que significa negociações de chegadas, saídas e renovações, bem como as conversas com o técnico argentino Eduardo Coudet, acertado com o clube.
O Colorado sabia do desejo do Palmeiras pelo executivo de futebol e acompanhava a situação de perto. Só que o estilo agressivo paulista faz o assédio deixar o futuro incerto. Os números e o projeto oferecidos pesam na situação. Mas não garantem a saída do clube gaúcho.
Caetano não tem por hábito trocar de clube quando está com contrato em vigor. Em setembro, renovou com o Inter até o final de 2020. Além disso, tem apreço pelo vestiário e tem relação próxima com o presidente Marcelo Medeiros.
Ainda na última quarta-feira, após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, citou o compromisso que tem com o Inter. Algo que deixava incerto nos bastidores e deixava a cúpula alerta para uma eventual alteração de rumo.
– Não gostaria de falar nesse assunto. O dia que eu tiver um convite oficial, vou estar me posicionando. Tenho contrato com o Internacional. Não podemos incorrer nessa armadilha. Temos a finalização da rodada e a última rodada ainda. Estou pensando já em 2020 com a direção. Apesar das especulações, meu pensamento é no Inter – disse no Morumbi.
No clube gaúcho desde maio do ano passado, Caetano foi o principal responsável pela contratação de Paolo Guerrero, entre outros jogadores. Antes do Colorado, Caetano trabalhou no RS, Grêmio, Vasco, Fluminense e Flamengo e tornou-se um dos nomes de referência no cargo.