O tom é de otimismo na Academia de Futebol. Por conta das entrevistas recentes na Baixada, o entendimento é que ele não topará continuar no atual clube. A diretoria também não vê como problema a postura do argentino de só abrir conversas de maneira oficial após o término do Brasileirão. Não há pressa para o acerto e a reformulação planejada anteriormente segue em pauta.
Apesar de ter resultados positivos e um “futebol vistoso”, Sampaoli coleciona pequenos atritos no seu dia a dia, daqueles que podem dificultar a convivência com os mais diversos setores de um time —estamos falando aqui de jogadores, diretores, funcionários que tocam a rotina do centro de treinamento e até de outros departamentos.
O técnico não gosta de ser contrariado na hora do planejamento e gosta de ditar as regras de convivência. Ele também tem no pacote alguns homens de confiança com quem gosta trabalhar que elevam o custo de sua contratação.
Não houve conversas para oficializar uma proposta, mas o Palmeiras entende que os valores atuais para treinar o Santos serão consideravelmente inflacionados por conta da concorrência com outras equipes.
Na Argentina, o Racing também encarava com otimismo a possível chegada de Sampaoli. O único entrave para um acerto, na visão de seus dirigentes, seria justamente a proposta de um clube grande do Brasil. Ele é cotado para assumir o lugar de Eduardo Coudet, que vai treinar o Internacional.