“Essa diretoria vai colocando cada vez mais o Palmeiras como um clube meio isoladão e antipático”, disse Mauro Cezar.
“São gestões que fecham o clube. Que tivesse 22 mil, você tem 20 mil lugares ainda e nem assim eles baixam o preço do ingresso para o palmeirense que não tem grana, que não tenha o sócio-torcedor. Nem assim.”
Segundo o comentarista, o Palmeiras se tornou time “para quem tem grana”. Contra o Flamengo, o time teve seu pior público em 2019.
“É uma coisa muito assumida ‘aqui é para quem tem grana. Não tem grana e não pode pagar mensalmente, não vem. A rua também não é de vocês’. E aí é a alegação de que vendem coisas ilegais, se alguém vender alguma coisa ilegal, a polícia vai lá e entra em ação.”
A torcida única no confronto com o Flamengo foi um tema citado por Mauro Cezar. Segundo ele, apenas os mais “xiitas” apoiaram a medida solicitada pelo Ministério Público.
“Essa gestão isola o Palmeiras. Ela só tem apoio, me parece, daqueles caras mais xiitas que não conseguem nem raciocinar direito, porque muitos torcedores do Palmeiras foram contra (a torcida única contra o Flamengo), especialmente aqueles que gostam de acompanhar o clube, que querem ir ao Rio de Janeiro ver o Palmeiras jogar, querem ir a Belo Horizonte e sabem que se for assim, daqui a pouco o Palmeiras vai jogar só com torcida única em São Paulo e sem torcida do Palmeiras fora, e o Palmeiras tem torcedor no Brasil inteiro.”
Não foi o único
Mauro Cezar Pereira corroborou com a opinião do também comentarista Walter Casagrande Junior, que no fim de agosto havia dito frase parecida sobre o clube.
Segundo ele, o Palmeiras se tornou “arrogante e prepotente”, desde o início do projeto, em 2015.
“Nos últimos tempos, quando começou esse projeto, o Palmeiras fez uma coisa que é péssima para qualquer tipo de trabalho: se tornar antipático. O time se tornou antipático para o Brasil todo pela prepotência, arrogância e soberba que vêm desde cima”, disse.