Álcool e direção: uma mistura que não acaba bem
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Álcool e direção: uma mistura que não acaba bem

Embora seja uma situação de extremo risco, são frequentes os casos de embriaguez ao volante. Em 2017, 19.083 motoristas foram flagrados pela Polícia Rodoviária Federal dirigindo após ingerir bebida alcoólica. Neste período, foram registrados cerca de 6,45 mil acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados, com mais de 13 mil vítimas e cerca de mil mortes.

Normalmente, as pessoas acham que conhecem seu ponto de tolerância ao álcool e que podem beber sem colocar em risco a segurança no trânsito, mas estudos científicos apontam que não há uma quantidade de álcool que possa ser ingerida e considerada segura para se dirigir. Muitos fatores influenciam na absorção e na eliminação do álcool do organismo e mesmo pequenas quantidades são suficientes para comprometer a capacidade de condução.

Cabe lembrar que, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, dirigir sob a influência de álcool, independente da concentração, ou recusar-se a fazer o teste do bafômetro, é uma infração gravíssima, com pena de multa de R$2.934,70, suspensão do direito de dirigir por um ano, recolhimento da CNH e retenção do veículo.

Além de infração de trânsito, dirigir sob a influência de álcool é crime, sujeito a pena de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter CNH.

Efeitos do álcool no organismo

Dirigir pode parecer algo simples, quase automático, mas envolve ações complexas, de forma que o condutor deve estar sempre atento para perceber e analisar situações de perigo, bem como decidir como agir e concretizar a ação com rapidez e precisão.

Após o consumo de bebidas alcoólicas, o organismo absorve o álcool, que é então levado para a corrente sanguínea, chegando ao cérebro e comprometendo a capacidade de dirigir. Isso acontece porque a ingestão de álcool tem consequências sobre:

Confiança: A bebida alcoólica pode deixar as pessoas mais confiantes, eufóricas e desinibidas. No trânsito, esse excesso de confiança pode levar o condutor a subestimar o limite de velocidade e a sinalização, e a realizar manobras perigosas.
Atenção: As vias são ambientes repletos de informação e em constante mudança, com a circulação de pedestres e outros veículos, edifícios, sinalização, árvores, animais, intempéries, etc. Logo, é fundamental estar atento a qualquer situação de risco. O álcool, contudo, diminui a atenção, prejudica a percepção e a memória, causa desorientação e confusão mental, o que compromete a direção segura.
Visão: Sob o efeito do álcool, reduz-se a visão periférica, que nada mais é do que a capacidade de perceber aquilo que está em volta do seu foco principal. Isso pode fazer com que você, ao olhar para a pista, não enxergue um pedestre prestes a atravessar a via. Também se diminui a acuidade visual, ou seja, a capacidade de diferenciar detalhes, contorno e forma, dificultando, por exemplo a visualização das placas de trânsito. Além disso, fica comprometida a noção de distâncias.
Decisão: Depois de perceber uma situação de perigo, o condutor deve ser capaz de analisá-la e de decidir que ação realizar. Porém, sob efeito do álcool, a capacidade de julgamento e crítica é prejudicada, e o condutor tem dificuldade em decidir como agir, ainda mais em poucos segundos, como requer uma situação de risco no trânsito.
Ação: O álcool prejudica o equilíbrio, a coordenação motora e os reflexos, e deixa o condutor apático e lento. Em uma situação de perigo à frente, o condutor não terá condições de agir para evitar um acidente.
Assim, a opção mais segura é sempre SE FOR DIRIGIR, NÃO BEBA! ​

Essa publicação tem como fonte original:DNIT

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Fernando1989